O menino do pijama listrado

19 19UTC janeiro 19UTC 2010 at 15:16 (Cinema em casa)

Acabei de assistir “O menino do pijama listrado”, estou meio sem palavras ainda.

Fala da história de um menino, Bruno, que vivia em Berlim na época da segunda guerra mundial, seu Pai, um comandante nazista é tranferido para ficar responsável por um campo de concentração, e o Bruno começa a ficar entediado na sua nova casa e começa a explorar o local, é quando ele conhece um garoto que vivia no campo de concetração e eles criam uma grande amizade e a história vai a partir dai.

A história é linda, chocante e extremamente triste. Ninguém aqui consegue fazer a menor idéia do que foi um campo de concentração, e eu acho que prefiro nem imaginar mesmo, porque cada vez que vejo um relato, vejo um filme sobre a época sempre fico chocada. Como o ser humano é capaz de ser tão ruim com o próprio?

Bom, não quero entrar no mérito da discução, não acho que é uma coisa que quero aqui, mas o filme é realmente lindo e vale a pena assistir.

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Carnaval

18 18UTC janeiro 18UTC 2010 at 17:52 (Desaventuras em série, Sonoridade)

A nova? Vou sair na bateria da UVA no carnaval.A UVA é a unidos da Vila Alemã, uma escola de samba aqui de Rio Claro.

Eu amo carnaval, e sou completamente fascinada pela bateria. Mas nunca realmente achei que iria sair em uma, lógico que a gente está falando em uma proporção bem menor do que as de São Paulo e do Rio, mas e ae? Já tô adorando a idéia. Ano passado eu ir sair, mas não deu certo, não conseguia ir nos ensaios. Mas esse ano já era, tudo certo, vou sair no chocalho, é o mais fácil, mas já que é a primeira vez acho que tá mais do que bom. Mas sonho mesmo, é sair no tamborim, quem sabe em um futuro próximo.

O carnaval de rua de Rio Claro já foi ótimo um dia, ai veio um prefeitozinho qualquer e acabou com ele, e a alguns anos atrás, 3 ou 4, não sei direito, o carnaval voltou, e só uma outra escola vinha ganhando, e podem apostar, esse ano é da UVA. Ano passado a UVA subiu e esse ano iremos ganhar!!! As fantasias estão lindas, o samba enredo está ótimo e a bateria vai arrebentar.

Bom, de qualquer forma, o samba enredo da Uva 2010, enjoy:

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Passaporte II

13 13UTC janeiro 13UTC 2010 at 19:41 (Dicas, Londres)

Hoje fui na Polícia Federal tirar meu passaporte brasileiro, afinal, preciso dele para entrar e sair do país, mais simples impossível.

Eu sei que toda vez que a gente pensa que tem que fazer alguma coisa que vá mexer com a burocrácia brasileira já tem dor de cabeça por antecipação, mas juro que dessa vez foi facinho.

O primeiro passo é entrar no site da Polícia Federal, ai no lado esquerdo do site tem um link “Serviços à comunidade”, clica ali que ele te leva para a página que tem o link para fazer o passaporte. Você preenche o formulário (a parte mais chatinha, porque eles pedem todas as informações possíveis que você possa ter), ai paga a GRU no valor de R$156 e uns quebrados e agenda um dia para ir na Polícia Federal mais próxima de você, no meu caso: Piracicaba. No site eles te passam toda a relação dos documentos que precisa levar, se você fizer tudo certinho, chegar na sua hora, vai ser rapidinho. Cheguei lá, me chamaram, mostrei todos os documentos, tiraram a foto lá mesmo e em 15 min já tinha feito tudo e estava indo embora, e por fim, daqui 7 dias posso ir buscar.

Conselho: Tente marcar no primeiro horário, tanto da tarde, quanto da manhã, não vai ter ninguém na sua frente e vai ser rápidinho, pelo menos foi comigo.

E bom, um passo a menos e faltando apenas 64 dias para minha viagem. Próximo passo, comprar minhas malas e as pequenas coisas que ainda faltam.

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2009 – 2010

7 07UTC janeiro 07UTC 2010 at 19:19 (Londres)

Um pequeno e rápido balanço de 2009: não foi um ano dos mais fáceis, tive que tomar algumas decisões que afetaram o ano inteiro. Nunca gostei muito do emprego que eu estava, não tinha futuro, não gostava muito do ambiente, e logo no começo do ano resolvi que não queria ficar lá, mas dai resolvi que tinha chegado a hora de fazer uma coisa que sempre quis, minha viagem.

Isso foi em março, então resolvi que iria ficar no trabalho, pra juntar a grana pra conseguir viajar, é realmente, não foi um ano nada fácil lá, várias crises existêncialistas, mas o ano acabou e apesar de todas as dificuldades consegui chegar aonde eu queria, e devo confessar que essa sensação anda impagável.

Bom, mas agora já em 2009 as coisas estão todas sendo feitas pra minha viagem, comprei a passagem essa semana, e lá vai a dica: Submarino Viagens.

No começo eu estava pesquisando o preço das passagem pelo rapi10 e pelo Buscapé, mas ambos quando passavam o preço da passagem, passavam sem as taxas de embarque. Então eu tinha dois trabalhos, o de procurar nesses sites e depois tinha que ir pra cada site que eu gostava do preço para ver o preço com as taxas. Foi ai que eu descobri o Submarino, que me passa o preço de todas as cias já com as taxas embutidas, e além de tudo, tem várias promoções pelo site e pelo twitter.

Então: Aprovado

Então é isso ae, bora pra nova década.

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Qual a sua palavra?

29 29UTC dezembro 29UTC 2009 at 11:53 (Biblioteca)

Estou lendo “Comer, Rezar e Amar” de Elizabeth Gilbert. E esse foi um daqueles livros que se encaixou perfeitamente ao meu momento.

E teve uma passagem que eu achei muito legal, é meio grandinho o texto, mas vale e pena ler e pensar um pouco sobre isso:

“…Lembro-me de uma coisa que o marido a minha amiga Maria, Giulio, me disse certa vez. Estávamos sentados em um café ao ar livre, treinando nossa conversação, e ele me perguntou o que eu achava de Roma. Eu lhe disse que adorava a cidade, de verdade, mas que de alguma forma sabia que não era a minha cidade, que não era o lugar onde eu acabaria morando pelo reso da vida. Havia alguma coisa em Roma que não me pertencia, e eu não conseguia muito bem descobrir o que era. Bem na hora em estávamos falando, um lembrete visual muito útil passou pela calçada, era a típica romana – uma mulher de quarenta e poucos anos incrivilmente bem consevada, coberta de jóias, calçando saltos de 10 centímetros, uma saia bem justa com uma fenda comprida como um braço e um daqueles óculos escuros que mais parecem carros de corrida (e que provavelmente custam o mesmo preço). Ela passeava com seu cachorrinho de madame preso por uma coleira crevejada de pedras e a gola de pele de seu casaco justo parecia ter sido feita da pelagem de seu cachorrinho de madame anterior. Ela exalava uma aura inacreditavelmente glamorosa de: “Você vai olhar para mim, mas eu me recuso a olhar para você.” Era díficl imaginar que ela um dia, por dez minutos de sua vida que fosse, houvesse deixado de usar rímel. Essa mulher era o completo oposto de mim, que me visto em um estilo que minha irmã chama de “bicho-grilo vai à aula de ioga de pijama”.

Apontei aquela mulher para Giulio e falei:

- Está vendo, Giulio…aquilo é uma romana. Roma não pode ser a cidade dela e a minha cidade também. Só uma de nós realmente pertence a este lugar. E eu acho que nós dois sabemos quem é.

Giulio falou:

- Talvez você e Roma só tenham paravras diferentes.

- Como assim?

Ele disse:

- Você não sabe que o segredo para entender uma cidade e seus habitantes é aprender qual a palavra da rua?

Ele proseguiu explicando, em uma mistura de inglês, italiano e gestos que toda cidade tem uma única palavra que a define, que identifica a maioria das pessoas que mora ali. Se você pudesse ler o pensamentos das pessoas que passam por você nas ruas de qualquer cidade, descobriria que a maioria delas está tendo o mesmo pensamento. Qualquer que seja esse pensamento da maioria – essa é a palavra da cidade. E, se a sua palavra pessoal não combinar com a palavra da cidade, então ali não é realmente o seu lugar.

- Qual a palavra de Roma? – perguntei.

- Sexo – anunciou ele.

- Mas isso não é um estereótipo a respeito de Roma?

- Não.

- Mas com certeza existem algumas pessoas em Roma que pensam em outra coisa que não sexo?

Giulio iinsistiu:

- Não. Todas elas, o dia inteiro, só pensam em sexo.

- Até lá no Vaticano?

- Aí é diferente. O Vaticano não faz parte de Roma. Eles lá têm um mundo diferente. A palavras deles é Poder.

- Eu chutaria Fé.

- É Poder – repetiu ele – Acredite em mim. Mas a palavra de Roma é Sexo.

Se formos acreditar em Giulio, essa palavrinha – Sexo – calça as ruas que você pisa em Roma, jorra dos chafarizes daqui, enche o ar como o barulho do tráfego. Pensar nisso, vestir-se para isso, aceitar isso, recusar isso, fazer disso um espoerte e um jogo – é só o que todo mundo está fazendo. O que faria um pouco de sentido para explicar por que, por mais linda que seja a cidade, eu não sinto que Roma seja exatamente o meu lar. Não neste momento da minha vida. Porque Sexo não é minha palavra agora. Já foi, em outros momentos da minha vida, mas agora não é. Assim, a palavra de Roma, rodopiando pelas ruas, só faz esbarrar em mim e seguir seu caminho, sem causar nenhum impacto. Não participo da palavra, portanto não estou morando aqui por completo. É uma teoria maluca, impossível de se provar, mas eu até gosto dela.

- Qual a palavra de Nova York? – perguntou Giulio.

Pensei no assunto por um instante e me decidi.

- É um verbo, é claro. Eu acho que é Conquistar.

- Qual a palavra de Napóles? – perguntei a Giulio. Ele conhece bem o sul da Itália.

- Brigar – decide ele – Qual era a palavra da sua família quando você era pequena?

Essa era difícil. Eu estava tentando pensar em uma só palavra que, de alguma forma, conjugasse Frugal e Irreverente. Mas Giulio já havia passado à pergunta seguinte e mais óbvia:

- Qual a sua palavra?…”

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